domingo, 5 de março de 2017

Operação Marquês II

Tal como já referi no texto "Operação Marquês", que publiquei no passado domingo 18 de Setembro de 2016, a Operação Marquês é o nome do processo judicial que envolve o antigo primeiro-ministro socialista José Sócrates. Ocupou o referido cargo político entre o dia 12 de Março de 2005 e o dia 21 de Julho de 2011. É licenciado, pela Universidade Independente, em Engenharia Civil.
A Operação Marquês teve início no passado dia 22 de Novembro de 2014, quando José Sócrates foi detido à saído do avião, no aeroporto da Portela (Lisboa), procedente de Paris, por volta das 22h00m. Era suspeito pelos crimes de branqueamentos de capitais, corrupção e fraude fiscal.
Este processo conta com o juiz de instrução Carlos Alexandre, Rosário Teixeira como procurador do processo e João Araújo como advogado de José Sócrates.
José Sócrates esteve preso no Estabelecimento Prisional de Évora, inaugurada durante o seu mandato como primeiro-ministro.
Segundo o site Observador (consultado a 05/03/2017), a Procuradoria-Geral da República (PGR) quer que as acusações referentes a José Sócrates estejam prontas no próximo dia 17 de Março para desta forma respeitar o prazo indicado na investigação. 
É de salientar que a Operação Marquês, em Fevereiro de 2017, conta com 22 arguidos, 17 pessoas singulares e 5 colectivas, entre os quais o ex-primeiro-ministro, Carlos Santos Silva e o ex-administrador da Caixa Geral de Depósitos (CGD) Armando Vara.
Na minha opinião, a referida operação devia ser um exemplo para a sociedade, uma vez que quem obtém dinheiro de forma ilícita no decurso da governação deve ser punido de forma exemplar. Este caso vem igualmente provar que a Justiça portuguesa é eficaz e que consegue "combater" casos de ilegalidade independentemente do partido ou estrato social.

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